Editorial: A longa batalha pelo supercomputador

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A diferença entre um estadista e um demagogo é que este decide pensando nas próximas eleições, enquanto aquele decide pensando nas próximas gerações. Atribui-se a Winston Churchill essa máxima.

Dele ou não, o raciocínio é correto. Já a atitude é cada vez mais rara.

A mobilização de Campinas para que a cidade seja escolhida pelo governo federal para receber o novo supercomputador que será comprado dentro do PBIA – Programa Brasileira de Inteligência Artificial – evidencia quem é quem no cenário campineiro. 

O investimento é de cerca de R$ 1,8 bilhão de reais e terá a dimensão de colocar o país na liderança do segmento na América Latina e em uma das cinco melhores posições no mundo. Sim, é abstrato. Sim, é complexo que tenhamos a exata dimensão disso.

Em simples analogia é colocar Ponte Preta ou Guarani para jogar a Copa do Mundo em condições de finalista.

Os tradicionais partidos, sempre muito críticos ou com grande representação e os veículos da mídia tradicional tratam o tema com importância lateral. Da direita à esquerda, passando pelo centro, são parcos os discursos de defesa da pauta na Tribuna Biléo Soares, na Câmara Municipal. O tema é tratado como piada nas redes, apelidado de “novo aerotrem”.

É bem verdade que a classe científica e acadêmica poucas vezes esteve tão mobilizada: mais de 70 manifestos de apoio é um fato que não pode ser ignorado. Nem aqui nem em Brasília. O fato é: quando Campinas entrou o jogo mudou.

Por sorte – vinda da urna – o prefeito Dário Saadi, o vice-prefeito Wandão Almeida e o deputado federal Jonas Donizette, acompanhados da secretária de desenvolvimento econômico, Adriana Flosi formaram um consórcio para a disputa – acionando contatos, empenhando recursos, abrindo portas em Brasília, no caso de Jonas. A própria ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, reconheceu o apoio que Campinas amealhou e o barulho que a cidade está fazendo.

A decisão será tomada pelo presidente Lula até o final do mês. O que poderia e deveria ser feito foi feito. 

O Churchill foi um estadista durante e após a IIª Guerra Mundial, batalha que definiu o futuro da Europa. O supercomputador talvez seja a batalha definidora do futuro de Campinas.

Está claro quem vai entrar para a História.

Secretaria de Comunicação/PSB Campinas.

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